sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pedacinhos de Qualquer Coisa

A forma como a vida encontrou para ser eterna está presente em cada um de nós. Já dizia o Rei Leão, fazemos todos parte do grande Ciclo da Vida. Somos átomos que, juntos, formamos algo maior e, nos quais se pode achar uma infinidade de pedacinhos menores – que são os mesmos pedacinhos de qualquer coisa. Somos qualquer coisa, mas qualquer coisa tem suas particularidades. Tais particularidades só existem se vistas por dentro, como num microscópio, e passamos vidas procurando por lapidá-las.

Talvez seja praticamente impossível para a mente humana conceber algo além de si mesma. E, portanto, todos nós estamos em todos. Na sua mente cabem todas as criaturas que você conhece. Você criou todas elas. E todas elas lhe criaram. Cada ser existe em cada outro e o constitui. Quanto mais você entende a si - quanto mais caminha em sua mente rumo ao seu próprio entendimento - mais caminhos, que antes não existiam, passam a existir na sua cabeça para entender o outro. E isso é comunicação.

O outro foi por outros caminhos, mas o percurso é o mesmo. Ver a si por fora de tudo que foi criado pela sua própria mente sempre será uma tentativa. Ver o outro por fora de tudo que você criou em sua mente e por dentro de tudo que a mente do outro criou em seu percurso também será sempre uma tentativa. E palavras são construções individuais de cada mente durante seus caminhos. São tão individuais que são coletivas.

11 comentários:

suca disse...

Beautiful boy! O prazer de nos entendermos na construção dos encontros com os outros, me fez lembrar que a construção que parte em mim é escura - tenho que trabalhá-la, pois é somente uma passagem...e só percebi isto ao vislumbrar o brilho que transpareceste ao exibir o que levas contigo, inveja desta beleza toda! Audácia de orgulhar-me somente por ser tua mãe! Muitos são os sentimentos que me enchem os olhos, emoções que me engasgam...tome a passagem, eu vou contigo, quero olhar as paisagens deste trem de percepções. Amo você

Otalibas disse...

concordo que esteja praticamente fora do
nosso alcance dentro da nossa condicao humana
compreender outros de forma total
ja que todos possuem em si
as mais variadas particularidades
e possibilidades para as mais variadas formas
de encarar a vida
e o que há de mais interessante em todo
este raciocínio
é que quando conseguimos nos comunicar com
outro a um nivel em que este entende
o que voce pensa e o que semte
obviamente esta comunicação nao é total
mas apenas o fato de enxergar no outro
um sentimento ou sensação que você
compartilha gera uma ligacao muito forte
pois sentir-se compreendido por outro de alguma forma mesmo num nível que não chega aos cem por cento
gera uma sensacao de conforto e tranquilidade
pois voce acha em outro varias das mesmas
perguntas e sentimentos
que afligem a voce mesmo
e sentir-se desta forma com alguem lhe
gera uma confianca e tranquilidade
dificilmente obtida nas relacoes humanas
quando alguem absorve seus devaneios e tem a capacidade de acrescentar a eles novas perspesctivas voce entende que nao so voce nessa
condicao de homem tem certas aflicoes
e poder abertamente discuti-las com outros individuos acarreta em um senso de humanidade que nos conforta por sabermos que nao somos
os unicos que pensam e agem de determinada forma

Clarisse disse...

agora estão reunidas bianca, clarisse e a rosa:

as vezes fragmentar
não é pra compreender
mas pra descompreender.

Fábio R. disse...

Comunicar... Mas sempre comunicar de si para si, o que é o processo mais fantástico de conhecimento. ‘Conheces a ti e ao outro quando olhas para dentro’.

Iluminaste uma observação magnífica, e eu apenas posso acrescentar a isto uma frase de autoria de J. L. Borges que faz aqui minha complementarização:

"Ninguém é alguém, um só homem imortal é todos os homens. Como Cornélio Agripa, sou deus, sou herói, sou filósofo, sou demônio e sou mundo, o que é uma fatigante maneira de dizer que não sou."

E quanto a esta assertiva cabe observar que imortais já somos nós homens. A essência de tudo e de nós, como parte e como um próprio universo, é infindamente perdurável. E sendo assim, assumimos o lugar de um deus que tudo é. No entanto, afirmando isto, caímos em um aparente contra-senso: Somos e não somos?!... Não, eu não posso dar-te a certeza de que ‘Sou’ agora (esta é uma definição inadequada), o presente não é detectável em si, pois a cada vez que nos vemos em um instante, estamos a nos vislumbrar num passado, não estamos numa luz que destacou do tempo, assim como a luz envelhece, nós somos sempre envelhecidos no existir. Dou então a certeza de que existi pelo reflexo que vês em teu momento, e dir-te-ei ainda que existirei na essência do que não fará jus a entidade de mim, já que sou um mundo que existe dentro de um tempo indeterminado, e assim desconhecido. Passa o tempo, e somos outros, e conhecemos sempre mais o que nos faz ser (nossos cortes temporais), mas não o que somos, já que nunca fomos o presente, mas sim o passado.

O que quero dizer com isso é que nos compreendemos uns aos outros não por nos conhecermos, mas por conhecer os nossos 'eu's', que bem poderiam ensejar cortes temporais não só nossos, mas de qualquer ser.

iml - instituto michelle luna disse...

tinha terminado um último pensamento, nem os chamo de versos poesias,mas apenas pensamentos que vêem e vão quase sempre.
como não me interesso muito em saber as ferramentas deste blog, só fui ver hoje que posso ver meus seguidores e seguir alguém, que engraçado isso, somente alguns amigos conhecem e frequentam meu blog, enfim fiquei surpresa, mas nunca sequer li algum comentário seu,acho que nunca comentou algo. mas enfim,
seja bem vindo, gostei de algumas coias que você escreveu, espero que o contato seja mais prolongado agora. abraços

iml - instituto michelle luna disse...

espero poder te responder em breve vi vários dos seus textos, li reli, depois li novamente depois reli respectivamente, o que acontece é que, as palavras estão me faltando, e acho que devemos conversar sobre alguns aspectos, de entedimento ou não entedimento das palavras ditas e interpretações feitas.


obra prima todos os filmes são
kim ki duk/sentir
o que não é dito

cinematografia espacial, gostei geurigo bom!

iml - instituto michelle luna disse...

estou começando a ler, e definitavemente ele me lembrou você
definitivamente.


autor: alan watts - livro: o espírito do zen.

alan watts (1915-1973) nasceu na inglaterra, filósofo, escritor e estudioso de religiões, inspirou o personagem Japby Rider do romance Vagabundos Iluminados, de Jack Kerouac. Foi um dos grandes responsáveis pela divulgação das filosofias orientais no ocidente no século XX.

iml - instituto michelle luna disse...

interessante sim.
kierkegaard tem um livro muito bom chamado, "sentido da vida"

beijos e ah! coincidência estava saindo do órbita e seu primo olhou pra mim e me reconheceu lá do dia do cordel, conversamos rapidamente e eu disse pra ele te mandar um abraço por mim. será que ele mandou?
beijo beijo.

Lívia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Clarissa disse...

Oi Fernado, te conheci no EREB, no Pernabuco. E sempre escuto o myspace da sua banda. Seu Blog é maravilhoso... seu texto mostra que todos nós somos ligados, que as particularidades não são meras particularidades, mas complemento do outro.
adoraria manter contato... clarissa_bio051@hotmail.com
Abraços

biologiaevolutiva disse...

ver o mundo fora de você é uma tentativa sublime.